Vou de Táxi ou vou de UBER? Vamos com os dois

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
 

O surgimento do conceito Indústria 4.0 é um dos principais indicadores de que estamos apenas no começo da quarta revolução industrial, que o mundo está prestes a vivenciar, subsidiada pela Engenharia 4.0, base deste modelo industrial, que englobará todas as indústrias e impactará a forma como trabalhamos, construímos nossas relações de negócios e vivemos em sociedade. Também impactará o mercado de trabalho, proporcionando mais áreas e especialidades promissoras para o desenvolvimento da nação.

Neste novo modelo, a robótica colaborativa mudou o trabalho diário de muitas indústrias por meio do uso da tecnologia moderna, os robôs assumem diversas atividades, o que possibilita a máxima eficiência e precisão. Toda atividade que não acompanhar ou se adequar a este conceito está com seus dias contados.

No período da industrialização dos automóveis, muitos profissionais atuantes na fabricação de charretes e seus acessórios, por exemplo, perderam seus ofícios e muitas empresas fecharam suas portas. Da mesma maneira, na história recente, com a revolução digital, todos aqueles que ofereciam produtos e serviços vinculados a películas fotográficas, faliram ou mudaram de atividade.

Ainda assim, existem atividades que podem se manter ativas mesmo com a criação de tecnologias similares, como é o caso dos taxistas. Quando o primeiro aplicativo com transporte motorizado privado de passageiros (UBER) chegou ao Brasil em 2014, seguido por outros apps como 99 e Cabify, cujo serviço incluía balinhas, água e um preço mais atraente, transformou a forma de locomoção nas principais cidades brasileiras e preocupou os taxistas, que se sentiram ameaçados pela concorrência e tiveram que reagir.

É inegável que o impacto dos apps de transporte privado foi grande na rotina dos taxistas, e houve até quem acreditasse na extinção da categoria mas, não foi o que aconteceu.

Estudo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) divulgado em 2018, apontou uma recuperação importante dos táxis no mercado nos locais onde foram implantadas as apps, principalmente por que passaram a oferecer pequenos descontos e a oferecer no mercado os mesmos atrativos dos motoristas de apps.

Temos atualmente em São Roque cerca de 60 motoristas que trabalham com a empresa UBER, e estes estão credenciados pela cidade de Sorocaba, o que faz com que a Prefeitura são-roquense deixe de arrecadar impostos sobre seus serviços pela falta de regularização da Lei, que objetiva disciplinar esta atividade no município.

“Atualmente o Projeto de Lei que pretende regulamentar esta atividade em nosso município está em tramitação. É importante que busquemos exemplos de outras cidades que já regulamentaram tal atividade e que tem experiências positivas, que dão certo, para que possamos receber os impostos e acima de tudo sermos justos com ambas atividades”, finaliza Julio Mariano, do PSB, vereador de São Roque.