Vereador Julio Mariano fala sobre situação financeira da Santa Casa

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No último dia 5 de outubro, a Comissão Permanente de Saúde, Educação, Cultura Lazer e Turismo , presidida pelo vereador Julio Mariano, e da qual também fazem parte os vereadores Toco, vice-presidente, e Alexandre Pierroni, secretário, realizou reunião para tratar da situação financeira da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Roque.

O encontro teve a participação da Diretora de Saúde da Prefeitura de São Roque, Andrea Rodrigues, da Provedora da Santa Casa, Leila Maria de Oliveira Camilo, do representante do Comitê Gestor, Vinício César Pensa, do representante do Conselho da Irmandade, José Haroldo Casalli e da Administradora do Hospital, Márcia Cruz.

“Os representantes da instituição beneficente informaram que houve um aumento significativo nos atendimentos prestados, aumentando de 5.816, em janeiro deste ano, para 8.682, em setembro, refletindo com isso um aumento de 17% no número de internações e de 42% no número de partos”, comenta o Julio Mariano.

Segundo o vereador, houve uma queda no número de atendimentos particulares e conveniados, que ajudam a equilibrar a balança financeira da entidade, e um aumento significativo dos atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), subsidiados pelo Governo Federal, cujos atendimentos chegam a 95% do total, porém, os repasses financeiros para custeá-los não é suficiente, gerando um déficit para a Irmandade, agravado pela queda de receita gerada pela perda do Plano de Saúde Santa Casa, que injetava em torno de R$300 mil por mês no caixa da instituição.

Para que a situação financeira seja saudável, o número de atendimentos gratuitos deve girar em torno de 60% do volume total, contra 40% de particulares e conveniados, mas não é o que têm acontecido na Santa Casa, dizem os responsáveis pelo hospital.

“Assim, para garantir os atendimentos, a Prefeitura tem que aumentar o aporte financeiro à Santa Casa, que ainda tem dívida de mais de R$15 milhões de reais, contraídas durante a Intervenção feita pela administração pública na gestão anterior, além de dívidas trabalhistas e de ações judiciais impetradas devido aos atendimentos dos ‘falsos médicos’”, explica o Presidente da Comissão Permanente.

Com uma despesa mensal de pouco mais de R$1,9 milhão e uma receita de pouco mais de R$1,7 milhão, mensalmente há um déficit em torno de R$150 mil e para minimizá-lo, a direção da Santa Casa busca, junto a Prefeitura, meios de aumentar o faturamento da Irmandade. Neste sentido, a implantação de uma Clínica de Especialidades, com finalidade de oferecer atendimento médico eletivo a preços populares, e a reforma do Centro Cirúrgico para atendimentos a conveniados e particulares, foram algumas das saídas encontradas.

“A Santa Casa ainda passa por momentos difíceis e sabemos que não é fácil para a Prefeitura injetar cada vez mais recursos no caixa do hospital. Por outro lado, ela tem sua parcela de culpa pela péssima situação financeira em que se encontra a Irmandade, pois, foi através da Intervenção Pública Municipal, ocorrida entre junho de 2014 e dezembro de 2016, que a dívida chegou a números estratosféricos e também foi neste mesmo período que os interventores perderam a autorização para o funcionamento do Plano de Saúde da Santa Casa, deixando mais de 10 mil pessoas sem cobertura médica e muitos sem conseguir migrar para outros planos, precisando hoje de atendimento do SUS porque não conseguiram pagar a diferença, que em alguns casos chega a mais de mil reais, entre o que pagavam no Plano Santa Casa para outro similar”, fala indignado e completa que esta diferença é devido ao título de filantropia que isentava o Plano Santa Casa Saúde de pagar certos impostos.

“Hoje temos pessoas sérias querendo resolver os problemas da Santa Casa, o desafio é grande e requer a ajuda de todos. Tenho fé que um dia ainda vou ver nossa Santa Casa superando todas as dificuldades que lhe são impostas e atendendo os anseios de nossos cidadãos são-roquenses”, finaliza Julio Mariano, Vereador do PSB de São Roque.