Vereador Guto Issa discorda de percentual do reajuste da passagem e de novo modelo de integração

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Ao usar a tribuna durante Sessão Ordinária, realizada na última segunda-feira, dia 10, o Vereador Guto Issa fez duras críticas ao transporte público municipal.

Conhecedor dos problemas enfrentados pela população nos últimos anos, relacionados  às condições do transporte coletivo, o Vereador Guto Issa se pronunciou contrário ao reajuste da passagem imposta pelo Poder Executivo.

“São Roque volta a ter uma das tarifas mais caras da região, somos conhecedores de que havia a necessidade de reajuste do contrato, porém o município encontra-se em decadência econômica, as pessoas não tem oportunidades de trabalho e nem renda, imagine como esse aumento influenciará no orçamento familiar. Se a cidade estivesse progredindo economicamente, com certeza o impacto seria bem menor, mas infelizmente não é o que acontece”, relata.

Guto Issa, que luta pelo direito dos usuários do transporte coletivo desde seu primeiro mandato, fala que novamente a população é prejudicada. “Primeiro tivemos o episódio com a Viação São Roque, aconteceu o rompimento de contrato e sempre fui favorável que a nova empresa a assumir o transporte público no município deveria ter ganhado a licitação. Mas, houve uma sessão de contrato, ou seja, a Viação São Roque cedeu o contrato dela para que a empresa Mirage Transporte assumisse os serviços”, comenta.

Logo que a Mirage Transportes começou a operar, usuários tiveram vários problemas com alterações de horários. “Parece que São Roque é um laboratório de transporte, a empresa impõe suas regras, como foi no caso da drástica diminuição dos horários das linhas, se os passageiros reclamarem, ela volta atrás das decisões”, fala.

Para Guto Issa, as decisões devem ser transparentes. “Se a Prefeitura sabia do reajuste e ele era necessário, tinha que ter discutido. Devia ter proposto audiências públicas e ouvido os munícipes e não ter feito as escuras, através de um Decreto”, afirma.

Durante o seu discurso, o Vereador também falou sobre as mudanças na integração. “A integração do transporte público começou a funcionar no município em 1994, se tornou um patrimônio do povo são-roquense e foi alterada pela Mirage, que reduziu o tempo para entre o desembarque de um ônibus e embarque em outro ônibus, tendo que fazer isso em até 30 minutos. Resumindo, tem gente pagando duas passagens, porque há muitas linhas em que o intervalo é de mais de uma hora. A meu ver, isso é inadmissível e vou continuar fiscalizando, se for preciso vamos procurar o Ministério Público, porque está faltando atuação e fiscalização da Prefeitura, faltando autoridade na administração deste contrato”, finaliza.